Ansiedade de separação em crianças: e agora, como lidar?

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ansiedade de separação

Nos primeiros anos de vida, se estabelece um vínculo muito forte entre a criança e as pessoas que cuidam dela. Elas são seu porto seguro e sua referência, por isso, é comum que os pequenos demonstrem ansiedade de separação.
Sabe aqueles choros na porta da escola, por exemplo? É apenas uma das fases da criança e faz parte do desenvolvimento. Contudo, é bom aprender a lidar com essa situação para que isso não se torne algo mais intenso e evolua para um transtorno. Preparamos este artigo para você saber como contornar o problema. Confira!

O que é a ansiedade de separação? 

Esse sentimento se reflete em um medo excessivo de perder alguém que a criança ama, principalmente quando é um dos responsáveis. Ela sofre com o afastamento, pois acredita que pode ser abandonada.
Após essa turminha passar muito tempo em casa com a família, devido ao período de pandemia, essa ansiedade pode aparecer com o recomeço das atividades presenciais. Por isso, é importante trabalhar toda essa apreensão da maneira mais adequada, pois ela pode afetar o desempenho na escola e dificultar sua interação com outras crianças.
Mesmo que esse medo seja relativamente comum, é bom ficar de olho. Tudo bem ela chorar nos primeiros dias quando começar a ir para a escola. A maioria das crianças se acostuma na primeira semana e logo elas interagem com os coleguinhas.
Mas isso não pode ser permanente. O papel dos pais e familiares é muito importante para levar segurança e tornar a molecada mais confiante.

Quais os sintomas do transtorno de ansiedade de separação?

Além do choro que acontece no momento da separação, há outros sintomas que podem denunciar os sentimentos da criança. Quando ela não quer sair de casa sem os responsáveis, por exemplo, nem para brincar com algum amiguinho, quando não quer dormir sozinha ou tem pesadelos frequentes ligados à separação.
Além desses comportamentos, o sofrimento intenso causado pela ansiedade de separação pode provocar sintomas físicos, como dor de cabeça, dor de barriga, náuseas e até vômito na hora do afastamento.

criança abraçando a mãe na sala de casa com medo expressando a ansiedade de separação

Como lidar com a ansiedade da separação?

Claro que alguns fatores genéticos e da personalidade também podem influenciar a intensidade da reação da criança, mas o comportamento dos pais e familiares é essencial para definir como ela aprenderá a lidar com o momento da separação.

Nós sabemos que pode não ser fácil ver essa turminha de bracinhos esticados e aos prantos, mas é possível prepará-la — e se preparar — para contornar a situação. Por isso, separamos algumas dicas para você.

Nunca saia escondido

A criança precisa saber que você vai se ausentar por algum tempo, explique aonde vai e por que ela não pode ir junto — dentro da capacidade de compreensão dela, claro — e que pretende voltar em determinado horário, se não tiver nenhum imprevisto.

Procure não reforçar o comportamento

Deixar de sair para evitar a ansiedade de separação ou recompensá-la pelo período de ausência pode apenas reforçar o problema. O acolhimento é muito importante, mas atitudes como trazer presentes sempre que sair ou deixar que ela falte na escola podem incentivar o comportamento.
Ao se despedir, não hesite em sair, mesmo que seja difícil para você. Procure se despedir com carinho e ir sem olhar para trás, no máximo dê um tchauzinho e siga adiante para evitar prolongar esse momento.

Trabalhe a ideia de separação desde cedo

É possível incluir na rotina das crianças o conceito de separação, por meio de atividades lúdicas, mesmo quando elas ainda são bebês. Sabe aquela brincadeira de se esconder atrás de algo e depois falar “achou”? É uma boa maneira de demonstrar a noção de ausência e retorno.
Permita que a criança brinque sozinha em um ambiente seguro, como o cercadinho ou berço, mas esteja presente se ela chamar ou pedir algo.

Haja com naturalidade quando for se despedir

Procure demonstrar tranquilidade e segurança quando estiver saindo. Uma postura positiva ajuda a acalmar a criança com ansiedade de separação e mostra a ela que é uma coisa normal. Pessoas que demonstram culpa ou tristeza deixam uma má impressão para a criança e reforçam o sentimento de perda dela.
Caso ela chore, não precisa repreendê-la, pois a molecada ainda não consegue verbalizar seus sentimentos e o choro se torna a única maneira de se expressar. Converse com calma e repita que está tudo bem e que logo você volta.

Incentive alguma atividade durante a ausência

Que tal pedir para ela fazer um lindo desenho ou criar uma historinha enquanto você estiver fora? O importante é levar o foco da criança para alguma coisa legal e que ocupará o tempo dela. Se ela estiver indo para a escola, você pode pedir para ela pensar nas brincadeiras divertidas que fará com a turminha, por exemplo.

Demonstre confiança pela pessoa que ficará com ela

É normal que os pais ou responsáveis também fiquem ansiosos nas primeiras vezes que forem se separar da criançada. Tá tudo bem! Mas, passar muitas orientações e proibições para a pessoa na frente da criança, pode não transmitir muita confiança.
Procure agir de uma forma que ela reconheça que você confia na pessoa e que será bem cuidada. Se for na escola, demonstre respeito e positividade ao apresentar a criança ao profissional responsável.

Permita que a criança tenha um objeto de afeto

Eles também são chamados de objetos de transição e representam um apoio emocional importante para os pequenos. Pode ser um bichinho de pelúcia, um cobertor ou travesseiro favorito. Se for deixar a criança na casa de outra pessoa, por exemplo, deixe que ela leve esse objeto de conforto.

Quando é hora de consultar um especialista?

O normal é que com o tempo as manifestações de ansiedade diminuam muito até cessarem por completo. Se a criança continuar com o choro depois de muito tempo ou pedir a presença dos pais constantemente, pode ser um sinal de alerta.
Caso isso aconteça e as crises se intensifiquem, talvez seja importante buscar orientação de um profissional de psicologia, pois se esses sentimentos não forem trabalhados de forma adequada podem prejudicar a saúde emocional da criança no futuro.
Lidar com a ansiedade de separação não é uma tarefa simples, pois envolve tanto os sentimentos da criança quanto dos adultos. Por isso, é preciso prestar atenção não só ao comportamento dessa turminha, mas ao seu também. Talvez seja o momento de se perguntar como você encara a separação entre vocês, não é mesmo?
Para melhorar sua compreensão sobre o assunto, que tal conferir também nosso post sobre ansiedade infantil?

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