Saiba tudo sobre as vacinas do bebê!

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Vacinas do bebê|Vacinas do bebe
Mãe leva filho para tomar uma vacina

Já reparou como os pais de primeira viagem têm que lidar com um mundo novo de informações quando descobrem sobre a gravidez? Algo que é bastante compreensível, já que essa é uma nova vida que começa e requer carinho, atenção e, em especial, proteção.

Não é à toa que é comum ter dúvidas, por exemplo, sobre quais são as vacinas do bebê e por que é tão importante seguir o calendário delas à risca. Pensando nisso, preparamos este conteúdo para solucionar suas dúvidas sobre o tema e ajudar você a se planejar para não perder nem atrasar nenhuma delas. Acompanhe!

Qual é a importância da vacinação para o bebê?

A vacinação é essencial para os pais assegurarem que o filho não fique exposto a diversas doenças, especialmente, em um período da vida em que ele não tem as defesas necessárias para o organismo se defender das infecções. Como diz o ditado, com saúde não se brinca!

É preciso reforçar que muitas dessas enfermidades são capazes de deixar sequelas físicas e prejudicar o desenvolvimento e o crescimento das crianças. Portanto, muito mais do que ter a certeza do bem-estar dos bebês, é saber que, com a imunização adequada, a garotada não terá que lidar com nenhum tipo de impacto negativo fisiológico, cognitivo e emocional à medida que avança para novas fases da vida.

Quais são as vacinas que o bebê deve receber ao nascer?

A partir daqui, vamos indicar quais são as vacinas a serem tomadas, se são doses únicas ou não e, por fim, contra qual doença cada uma tem efeito. Neste capítulo, vamos focar especialmente aquelas que o bebê deve receber logo após nascer, nas 12 primeiras horas de vida. Veja!

Vacina BCG-ID

A BCG-ID é uma vacina de dose única, o que a torna um imunizante mais prático e rápido, quando comparado a diversas outras que a criança vai tomar com o passar dos meses. O foco dela é a prevenção da tuberculose e das variações que essa enfermidade tem, e que são responsáveis por comprometer o funcionamento dos pulmões.

Vacina contra a hepatite B

A segunda vacina é contra a hepatite B que, como o nome já diz, prepara o organismo do recém-nascido para ser capaz de enfrentar a hepatite B e os danos que ela causa ao fígado — um órgão crucial no corpo humano.

Durante a infância, toma-se apenas uma dose. Porém, ela precisa de reforço nas outras fases da vida (adolescência, vida adulta e terceira idade).

Quais são as vacinas necessárias para o bebê depois do nascimento?

Vacinas do bebe

Há pouco, mencionamos as vacinas fundamentais para um recém-nascido. Aqui, vamos abordar o calendário de vacinação completo nos primeiros 15 meses de vida, que é um período marcado por diversas imunizações e, inclusive, reforços. Portanto, é indispensável saber os prazos certos para não se confundir quanto à aplicação de novas doses. Confira!

Entre o primeiro e o terceiro mês de vida

Nos três primeiros meses do bebê, ele deve tomar uma série de vacinas essenciais para o controle de mais de dez doenças — muitas delas, vale mencionar, são consideradas graves. A seguir, nós mostramos quais são esses imunizantes. Veja!

1. Vacina pentavalente

O bebê deve tomar a primeira dose de pentavalente aos dois meses. Essa vacina tem ação contra infecções bacterianas, como coqueluche, meningite, hepatite B, tétano e difteria.

2. Vacina contra a poliomielite

A vacina contra a poliomielite, assim como a anterior, também deve ter a primeira dose ministrada aos dois meses de vida. Ela é indicada para combater a doença que dá nome ao imunizante: a poliomielite. Um problema de saúde grave que pode levar a criança a ter paralisia total de diferentes membros e regiões musculares do corpo.

3. Vacina contra o rotavírus

A vacina contra o rotavírus é necessária para evitar que a turminha contraia gastrenterites. Ou seja, doenças que afetam e desregulam por completo o sistema gastrointestinal. A primeira dose é tomada aos dois meses.

4. Vacina pneumocócica 10

A pneumocócica 10 deve ser recebida pela primeira vez aos dois meses. Ela é muito importante porque tem efeito direto na redução de doenças das vias aéreas, como pneumonia, sinusite, otite, meningite, bacteremia entre outras.

5. Vacina meningocócica C

Diferentemente das demais, a a meningocócica C é tomada pela primeira vez aos três meses. Ela tem papel fundamental para combater a doença meningocócica e as variações dela, como meningite e sepse, que podem afetar permanentemente o sistema nervoso central.

Entre o quarto e o nono mês de vida

Entre o quarto e o nono mês de vida do bebê, o ciclo de imunizações é diferente do anterior. Agora só há uma vacina nova: a da febre amarela. Todo o resto é referente à continuação das dosagens de vacinas anteriores. A seguir, você confere mais detalhes!

1. Início da complementação das outras doses

  • vacina contra o rotavírus: a segunda e última dose deve ser tomada quando o bebê completa quatro meses;
  • vacina pneumocócica 10: a segunda dose deve ser tomada quando o bebê completa quatro meses;
  • vacina pentavalente: a segunda dose deve ser tomada quando o bebê completa quatro meses, enquanto a terceira e última, quando ele chega aos seis meses;
  • vacina contra a poliomielite: a segunda dose deve ser tomada quando o bebê completa quatro meses, já a terceira e última, quando ele chega aos seis meses;
  • vacina meningocócica C: a segunda dose deve ser tomada quando o bebê completa cinco meses.

2. Vacina contra a febre amarela

Ao completar nove meses, a criança deve receber a primeira dose da vacina contra a febre amarela. Afinal, essa é uma doença facilmente transmissível por meio de um mosquito — assim como acontece com a dengue, a zika e a chikungunya. Além disso, ela afeta o funcionamento de todo o organismo, em especial, o fígado e os rins.

Entre o 12º e o 15º mês de vida

No terceiro e último ciclo, a imunização ocorre de duas formas: por meio do reforço de algumas vacinas já recebidas em paralelo com a tomada de quatro novas vacinas. A seguir, você acompanha quais são elas!

1. Reforço de imunizantes

As vacinas meningocócica C e pneumocócica 10 precisam ser reforçadas quando a criança completa o primeiro ano. Já ao fazer 15 meses de vida, é preciso receber o reforço contra a poliomielite. O ideal é respeitar esse período para não aumentar a exposição dos pequenos às doenças, justamente quando eles não estão mais devidamente protegidos.

2. Vacina tríplice viral

A tríplice viral é uma imunização de dose única que deve ser ministrada em crianças assim que elas completam 12 meses. Ela é fundamental para evitar a contaminação e a proliferação de doenças que atacam o maior órgão do corpo humano: a pele. O nome dela se deve ao fato de essa vacina focar três problemas de saúde. São eles: sarampo, caxumba e rubéola.

3. Vacina DTP

A vacina DTP é similar à versão ministrada para adultos. Isso porque ela serve para combater o tétano, a coqueluche e a difteria. Ou seja, doenças que são causadas por bactérias e que são bastante severas, especialmente, entre crianças. Por se tratar da primeira dose, ela deve ser reforçada quando o filho entra na segunda infância.

4. Vacina contra a hepatite A

No 15º mês de vida, o bebê deve receber a dose única contra a hepatite A. A doença é contraída, principalmente, por meio de alimentos contaminados e mal cozidos. Assim como a variante B, ela também causa danos ao fígado e compromete a saúde e o bem-estar das crianças.

5. Vacina tetraviral

A tetraviral também é dose única e ministrada no 15º mês do bebê. É importante que ela não fique de fora da lista de imunizações, pois reforça a proteção contra as variantes de sarampo, caxumba, rubéola e varicela.

Qual é a diferença da vacinação em bebês prematuros?

No geral, não há grandes diferenças. Tanto é que o calendário de vacinação deve seguir normal. Porém, é preciso estar atento ao peso do bebê. Isso porque recém-nascidos que tenham menos de dois quilos têm a pele mais delicada e fina, o que contribui para tornar mais fortes as reações à BCG-ID.

Logo, eles ficam impossibilitados de tomá-la até alcançar essa faixa de peso. Já a da hepatite B acaba sendo fracionada e passando de três para quatro doses, para reduzir as chances de efeitos colaterais em prematuros.

Para completar, o médico que acompanha o pequeno recomendará que ele seja imunizado com a palivizumabe no primeiro semestre de vida, pois ela evita o desenvolvimento de infecções respiratórias em crianças que nasceram nessa condição.

O que e quais são as vacinas sazonais?

Fora o calendário do qual falamos há pouco, é comum que o bebê também tome algumas vacinas extras, chamadas de sazonais. É o caso da imunização contra Influenza, que é a responsável por evitar algumas das diferentes manifestações da gripe, que tanto incomodam e tiram o bem-estar da turminha.

Como o nome já entrega, elas são sazonais porque acontecem em determinados períodos do ano, geralmente, quando os casos de gripe são mais comuns e se espalham com mais facilidade (como no inverno). Outro exemplo de quando ocorre esse tipo de vacinação é quando você viaja com o filho para fora do Brasil.

Nessa situação, é preciso ter o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP). É com esse documento que vocêcomprova que o bebê foi devidamente imunizado contra enfermidades que são comuns e, até mesmo, endêmicas no lugar de destino, mesmo que aqui não tenha casos ou não seja um problema de saúde pública.

Qual é a importância da vacinação dos pais?

Ao longo do nosso conteúdo, reforçamos a necessidade de imunizar os bebês para proteger e fortalecer o organismo deles, não é mesmo? Porém, não dá para deixar de falar de um assunto que é tão importante quanto: os pais também devem se vacinar, preferencialmente, antes de ter contato com os pequenos.

Afinal, mesmo sem qualquer intenção, eles podem se tornar vetores de transmissão de uma série de doenças, das mais simples às mais severas, que podem comprometer a saúde dos filhos. Basta lembrar que o sistema imunológico de um recém-nascido tem defesas que ainda são muito limitadas. É ao longo do crescimento dele que elas se ampliam.

Como você certamente já sabe, são os pais que passam a maior parte do tempo com as crianças nesses primeiros meses de vida, principalmente, quando há a amamentação — que é um momento de muita intimidade e troca de afeto entre a mãe e o filho. Por essa razão, trouxemos uma indicação de como os pais podem agir em diferentes cenários da chegada do primeiro bebê. Fique atento às orientações, combinado?

Para pessoas que planejam a gravidez ou querem adotar

Em ambas as possibilidades, o ideal é se planejar antes, checando com cuidado o histórico de saúde do casal e se todas as vacinas que eles deveriam tomar foram, de fato, devidamente administradas (e reforçadas) ao longo da vida.

Para isso, conte com um acompanhamento médico para a realização de exames adicionais (de detecção de anticorpos, por exemplo) e a correta orientação sobre quais imunizantes tomar. Dessa forma, é possível repor ou completar o cartão individual de imunização. Vale perguntar em quanto tempo antes da chegada tão aguardada do filho isso deve ser feito.

Para quem não planejou a gravidez

Se os pais descobrem que estão grávidos e não estão com o cartão de vacina em dia, eles devem agir diferente da situação anterior. Isso porque os médicos não recomendam que gestantes se imunizem contra a grande maioria das doenças citadas aqui para evitar qualquer tipo de risco no desenvolvimento do feto.

A indicação do Ministério da Saúde é que as futuras mamães apenas se vacinem em três cenários. O primeiro é contra a hepatite B. O segundo, por sua vez, é contra a difteria, o tétano e a coqueluche — por meio da vacina dupla adulto, que é ofertada em duas versões: a dT e a dTpa. O terceiro é contra a gripe, durante a campanha anual.

Portanto, se por algum motivo a gestante não tomou as vacinas na idade certa, o correto é esperar toda a gestação, o parto e, é claro, o período em que ela for lactante — uma vez que o bebê terá contato direto com o leite materno. Já o parceiro (ou parceira) é quem pode adiantar e tomar todas vacinas que estão pendentes antes do nascimento da criança.

Extra: para os demais familiares

Fora os pais, o ideal é que todas as pessoas que residem no lar em que o pequeno vai morar também estejam devidamente imunizadas. Isso vale para tios, avós, primos etc. Basta ter em mente que a atenção com a própria saúde acaba sendo, consequentemente, um cuidado e demonstração de carinho com essa nova vida.

Agora que você já leu nosso guia sobre as vacinas do bebê, vai ser mais fácil entender por que a vacinação é tão importante para o bem-estar dos pequenos e por que os pais devem planejar com antecedência e cuidado tanto a própria imunização quanto a deles.

Dessa forma, os recém-nascidos ficam resguardados — em muitos casos, antes mesmo da gestação —, com a saúde reforçada e podendo crescer rodeados de muito amor e atenção.

Agora que você já sabe quais vacinas o bebê deve tomar, siga o calendário e garanta a imunização de toda a família!

iupii

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