Vínculo materno: entenda a importância no desenvolvimento das crianças

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Vínculo materno, laços afetivos, relações familiares. Proporcionar um crescimento saudável às crianças envolve a dedicação no relacionamento.

Elas precisam se sentir amadas e pertencentes, para que desenvolvam emoções positivas, criem relacionamentos favoráveis, sejam capazes de conquistas e tenham mais saúde mental.

Aqui na Ri Happy, nos preocupamos com essas questões. Por isso, criamos este artigo com dicas super legais! Para deixar o post ainda mais rico, pedimos ajuda de Taís Masi, psicóloga e terapeuta familiar, que nos explica como tudo acontece. Confira!

O que é vínculo materno?

O vínculo materno é o laço criado entre mãe e filho, que se inicia ainda na gravidez. Essa é uma necessidade inata. Ou seja, não nos é ensinada, nasce com a gente. Todos precisamos nos sentir amados e aceitos, desde o nascimento.

No entanto, Taís nos explica que isso não precisa ser levado tão ao pé da letra. Para ela, o vínculo também pode ser construído com o outro cuidador (como avó ou o pai). O importante é ter alguém que preencha essa parte.

“A criança vai procurar um adulto que a olhe. A amamentação, o pegar no colo, o ninar contribuem para a formação do vínculo. Mas ele também acontece em outros momentos, desde que haja troca de afeto e energia investida”.

Qual a sua importância no desenvolvimento infantil?

vínculo materno

A falta desse vínculo pode afetar os pequenos de várias formas. Vamos ver as principais!

Sentimento de segurança

“O vínculo dá à criança mais autoconfiança. Quando ela percebe não receber atenção e amor, pode se tornar menos colaborativa”, conta Taís. Ela precisa que o mundo a aceite e isso depende da segurança transmitida por meio do vínculo materno ou familiar.

“Na Teoria do Apego, do psicólogo e psiquiatra John Bowlby, o vínculo seguro é quando a criança vai e volta. Ela não precisa ficar grudada na mãe (ou no adulto que faça esse papel), pois sabe que aquela figura é um ambiente confiável. Se ela retornar, continuará lá. Quando isso acontece, ela adquire mais confiança, uma representação positiva de si mesma, o que é a base da autoestima”.

Desenvolvimento social

A psicóloga e terapeuta familiar também nos conta que os relacionamentos posteriores, que os pequenos vierem a formar no futuro, são influenciados pela qualidade desse vínculo na infância. Assim, a autoimagem que eles criam, o sentimento de merecimento, a liberdade para viverem o que precisam, o grupo de pertencimento, a forma como se relacionam com os outros: tudo depende dessa experiência inicial.

Aprendizagem

Alguém que se sente totalmente abandonado na infância pode crescer com nível de estresse alto e sentir sensação de desamparo. Como o desenvolvimento cognitivo depende das emoções e experiências positivas, a falta de vínculo materno ou familiar afeta o raciocínio e a aprendizagem, trazendo dificuldades, principalmente, na etapa escolar.

Crescimento físico

“Hoje em dia, temos muitas pesquisas em Psicologia Antroposófica”, Taís comenta. “Elas afirmam que nosso corpo físico guarda registros. Se eu não tive bons vínculos, não me senti amada, nem pertencente até os 7 anos, todo o meu desenvolvimento corporal fica comprometido, de alguma forma”, completa.

Mas afinal, como intensificar essa relação com a criança?

Há várias formas de suprir essa necessidade do vínculo materno. Olha só algumas dicas!

Invista em seu autoconhecimento

Ao, ler essa afirmação, você deve ter se perguntado: como assim, meu autoconhecimento?

Bem, Taís nos explica que o primeiro passo para intensificarmos o vínculo é nos reconhecermos nesse lugar de cuidador fundamental. Não significa que seremos perfeitos e isento de erros, mas é importante estarmos presentes diante das dificuldades infantis.

Para isso ser de qualidade, precisamos de um olhar interno. Nossa entrega e disponibilidade são melhores quando sabemos no que podemos evoluir. Assim, temos que identificar, em nós, gatilhos que nos fazem perder a paciência e aquilo que nos ajuda a melhorar a conexão.

Demonstre amor na linguagem da criança

Já parou para pensar se o conceito de amor que os pequenos têm é idêntico ao nosso?

“Muitas vezes, a gente acha que só porque ama o filho, ele já se sente amado. A lógica não é bem assim. Nós podemos amar muito, mas se não soubermos a linguagem do amor dele, ele não sente isso”.

Assim, nossa dica é escutar a criança e tentar a conhecer bem. Isso nos ajuda a descobrir o que fazer para que sinta nosso amor.

Dê espaço

A infância precisa ser uma fase legitimada e preservada. Crianças não são mini-adultos. É natural que elas façam barulho ou derrubem coisas, por exemplo. Já os adolescentes estão descobrindo sua sexualidade. Ninguém gosta de se sentir envergonhado ou humilhado. Exigir maturidade acima do esperado para cada fase não é saudável.

Assim, Taís ressalta ser importante olhar para o (a) filho (a), sobrinho (a) ou neto (a) e lembrar da idade e fase do desenvolvimento na qual se encontram. É preciso confiar que estão fazendo o melhor que podem. Mas claro, podemos ajudar nisso, ensinando regras e orientando, desde que respeitando cada momento.

A psicóloga e terapeuta familiar ainda nos lembra que, muitas vezes, temos a mania de incentivar logo a independência deles. Bem, isso é legal até certo ponto. Mas do ponto de vista emocional, uma total independência não existe nem para os adultos, já que nascemos com essa necessidade e continuamos com ela até o fim da vida.

Dê presença

“Os pais (e outros adultos) devem dedicar um tempo de qualidade. Pode ser 10 minutos, mas que seja, de fato, entregue, com presença. Também é importante construir um ambiente seguro na nossa casa, que seja respeitoso e dialogue com as necessidades delas”, conta Taís.

Lembra que já falamos por aqui na nossa filosofia do #modobrincar? A ideia é justamente arrumar um tempinho para dar plena atenção aos pequenos, mesmo que seja poucos minutinhos!

Quer algumas ideias do que fazer? A leitura para crianças apresenta muitos benefícios. Então, que tal comprar livros infantis e ler para elas? Ensiná-las algumas brincadeiras antigas também é uma boa, além de ser uma forma de sentir aquela nostalgia gostosa.

Filmes infantis na Netflix também são uma ótima pedida para reunir a turminha. E se todo mundo já tiver assistido todos da lista, alguns brinquedos para estimular raciocínio lógico, além de contribuírem para o aumento da inteligência, ajudam nesse vínculo materno ou familiar!

Crie tradições

Outra dica é ter tradições. A criançada se sente segura com rotina. Ter horários certos para tudo, cantar na hora do banho, fazer uma receita gostosa nos finais de semana, comemorar aniversários são alguns exemplos a serem usados a favor. Mais uma ideia, nesse sentido, é separar sempre o mesmo dia e horário da semana para brincar junto delas, com um jogo de tabuleiro ou um quebra-cabeça, por exemplo.

Como você viu, o vínculo materno é fundamental aos nossos pequenos, mas essa relação também pode ser construída com qualquer outro cuidador especial, como uma avó ou tia. O importante é estar disponível, investir nessa ligação tão gostosa e abrir espaço para um desenvolvimento mais saudável.

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