A importância de falar sobre vacinação com as crianças

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O Solzinho tem vários amigos que, assim como ele, são movidos pela curiosidade e imaginação. O que é compreensível, não é mesmo? Isso porque o mundo está cheio de coisas que são interessantes e despertam uma série de questionamentos sobre como elas funcionam e para que servem.

Uma das amigas dele, a Sara, espevitada que só ela, descobriu dia desses o que é a vacinação e o porquê ela é tão importante e um assunto frequente entre os adultos atualmente. O mais legal é que ela aprendeu sobre o assunto enquanto observava a natureza. Sim, isso mesmo que você leu! 

Ela viu como as formigas trabalham unidas para proteger o formigueiro, conseguir alimento e afastar predadores e entendeu que o nosso corpo funciona de forma parecida, garantindo nossa energia e mantendo a nossa saúde em dia, mesmo com os diversos microorganismos que existem por aí e nem sempre são bons (vírus, bactérias, fungos etc.).

Você e as crianças da sua família podem acompanhar as descobertas da Sara no nosso canal no YouTube ou no podcast Histórias do Solzinho no Spotify — onde não faltam aventuras e muito aprendizado, viu?! Por aqui, dá para acessá-los direto:

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Pensando em tudo isso, a Ri Happy apoia o Unidos pela Vacina, um movimento que busca agilizar a imunização contra a Covid-19 para que todos os brasileiros estejam vacinados o mais breve possível. Preparamos um post bem informativo para ajudar você a falar com os pequenos sobre esse tema.

Um conteúdo que mostra o porquê a imunização é a nossa maior aliada no combate às doenças e como se vacinar é bem simples e rápido, independentemente da idade. Acompanhe e saiba mais!

A importância da vacina

Antes de mais nada, vale a pena falar da importância da vacina, não concorda? É que ela é muito mais do que um simples ato de cuidado com a saúde: é um ato de amor, de responsabilidade e, em especial, de proteção tanto para os adultos quanto para as crianças.

Afinal, o nosso corpo adquire, pouco a pouco, as defesas naturais necessárias para garantir uma saúde forte e resistente para todos. A questão é que, geralmente, nós só as conseguimos após ter contato com as doenças — e ainda assim, nem sempre é garantido.

Porém, a vacina entra nesse processo e muda tudo. É que ela age como um acelerador natural do sistema imunológico, levando ele a ampliar as defesas já existentes e a criar novas para diferentes enfermidades sem que seja preciso adoecer e ter que encarar os sintomas e efeitos de cada problema de saúde existente no mundo. Muito legal, né?

O porquê de falar sobre vacinação com as crianças

Aqui vamos mostrar algumas sugestões de como conversar sobre esse assunto com os pequenos, esclarecendo as dúvidas deles e os preparando para as futuras imunizações, sejam elas contra a Covid-19, sejam elas contra outras doenças. Veja quais são elas:

  • transforme a história da vacinação ao redor do mundo em pequenos contos e narre diariamente para os pequenos, apresentando, assim, a importância dela de forma interativa e natural;
  • pergunte à criança se ela tem dúvidas sobre as vacinas e, em caso positivo, explique por que elas são necessárias e todos devem tomar — sempre lembrando de não usar termo técnicos ou jargões, mas uma linguagem acessível à idade da garotada;
  • não fale sobre injeção como algo que causa dor. O ideal é que você comente que a agulha causa, sim, uma leve picada, mas que é algo passageiro e parecido com a picada de um mosquitinho (é só lembrar da Sara nesse momento!). A analogia com coisas bem pequenas e até irrelevantes ajuda a criança a internalizar que não devem se preocupar ou temer a imunização;
  • diga que vai acompanhar do início ao fim do processo de vacinação, que eles não ficarão desamparados em nenhum momento.

O papel dos pais no processo de superação do medo de se vacinar

Para encerrar, aqui estão algumas dicas essenciais para ajudar a molecada que tem medo de se vacinar a superar esse sentimento e, consequentemente, evitar que aconteçam aquelas birras quando chegar o dia de ir ao posto de saúde.

Afinal, como já falamos, o movimento Unidos pela Vacina tem uma meta clara: fazer com que seja possível imunizar todo mundo ainda em 2021. São coisas bem fáceis de praticar. Fique atento!

Associe a vacinação a uma atividade positiva

Tenha em mente que o medo e a rejeição à vacina surgem porque os pequenos escutam os adultos falando coisas ruins sobre a injeção e os efeitos que algumas pessoas sentem nas horas seguintes. Logo, é natural que na mente deles o ato de se imunizar signifique sentir dor, ser machucado e/ou ficar doente, quase como um castigo.

Portanto, é importante que você faça o caminho inverso e passe a associar a vacinação a algo positivo e estimulante. Como fazer isso? Bem, há algumas formas. As mais lúdicas, por exemplo, envolvem dois caminhos.

O primeiro é a apresentação de histórias que mostram personagens da idade deles passando pelo mesmo processo de descoberta sobre o que é a vacina e o principal: que mostram que não há o que temer. Ao contrário, só há coisas positivas relacionadas a ela. Aqui, é claro, não dá para deixar de falar da Sara que está sempre pronta para ensinar a garotada sobre esse e muitos outros assuntos!

Já o segundo é permitir que, na data da vacinação, a criança se fantasie de super-herói para que a imaginação seja a força que reduz qualquer resistência à atividade.

Já as menos lúdicas envolvem a oferta de atividades extras que a garotada vai se animar em fazer — para isso, basta que ela se vacine adequadamente. Por exemplo, prometer para a turminha que a levará para tomar sorvete, fazer um piquenique, meditar no parque, dar uma volta na orla da praia ou ir ao cinema.

Compartilhe experiências pessoais

A segunda dica é compartilhar a sua própria experiência com as vacinas durante a sua infância — o que passou pela cabeça, como foi a preparação e o que mais o surpreendeu. Essa é uma boa forma de mostrar que, assim como a criança, você também já teve dúvidas, medo e preocupação com o assunto.

Porém, quando passou pelo momento de se imunizar, percebeu que não havia motivos para nada disso. Outra possibilidade interessante é fazer referência às vacinas que a própria criança já tomou quando era um bebê — e que, justamente por isso, não recorda.

Conte como foi o momento, a forma relaxada e descontraída com a qual ela encarou a imunização e o período pós-vacina (que ocorreu sem contratempos). Caso tenha fotos desses dias, não deixe de mostrá-las, viu? Tudo isso ajuda a turminha a se familiarizar com o processo e ver que ele não é nenhum bicho de sete cabeças.

Conte com distrações no dia da vacinação

Uma última dica que funciona especialmente para a garotada que é mais ansiosa e agitada, é levar com vocês algo que distraia no dia da vacinação.

Em outras palavras, ter em mãos algum brinquedo ao qual ela seja mais apegada e que sirva como fonte de entretenimento enquanto tira a atenção dela do que ocorre ao redor — o que envolve desde o contato com os enfermeiros até o momento da injeção.

Pode ser qualquer item, desde que seja fácil e prático de carregar, como um livro, um fantoche, um boneco, um modelo de avião, um tablet ou um console portátil.

Deu para ver que falar sobre vacinação com os pequenos é algo bem mais leve e descomplicado do que parece, não é verdade? Basta adaptar a conversa ao mundo infantil, demonstrar a segurança de todo o processo e o principal: reforçar o seu apoio emocional a todo o momento. Afinal, uma vez acolhida, a turminha se sente muito mais encorajada e disposta a novas experiências.

Curtiu o post e está em busca de outras formas para distrair e entreter as crianças? Então, fica mais uma vez o convite: não deixe de conhecer o podcast das Histórias do Solzinho!

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